sábado, 29 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
XX Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses - Viseu -1972
Com a ajuda do Comandante Correia, da esquerda para a direita, Comandante Agrela dos B V Benguela, Comandante Armando Coelho dos B V Nova Lisboa, Comandante Aurélio Gonçalves dos B V Cabinda, Comandante dos B V Guiné, Comandante Boavida dos B V Lobito, Comandante Armando Soares dos B V Sá da Bandeira, Comandante Manuel Correia dos B V de São Paulo de Luanda.
Além das medalhas comemorativas, o Pai dava-me, quase sempre, tudo dos Congressos que se relacionasse com selos. Aqui o envelope comemorativo do Congresso com o carimbo do 1º dia.![]() |
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domingo, 23 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
96º Aniversário dos Bombeiros Voluntários do Dafundo - 15/03/2008
No passado sábado comemorou-se mais um aniversário dos Bombeiros Voluntários do Dafundo. Cerimónia simples, assinalada com a bênção e baptismo da auto escada Magirus (a terceira em todo o concelho de Oeiras) e com a presença do Sr.Presidente da Câmara de Oeiras, Dr.Isaltino de Morais.
Teve o Comandante Carlos Jaime a amabilidade de nos convidar.






Fotos gentilmente cedidas pelo Amigo Sacarrão, Presidente do Conselho Fiscal.
Temas:
B V Dafundo,
Viaturas
quarta-feira, 19 de março de 2008
19 de Março -"Dia do Pai"
Tenho saudades tuas!
Saudade de conversar mais um pouco, de escutar outro tanto!
Saudade de te dizer que me fazes falta!
Tenho saudades tuas!
Dia do Pai
O grito do faisão -
Que saudade imensa De meu pai e de minha mãe.
Matsuo Basho - Poeta Japonês do século XVII
terça-feira, 18 de março de 2008
Ordem de Serviço nº 276/75 - Bombeiros Voluntários de Sá da Bandeira
Quando a guerra civil em Angola (1975), razão porque os Portugueses e de outras nacionalidades a abandonaram era já uma certeza, é publicada esta ordem de serviço.
Não a conhecia, até hoje. Sabendo, que as ordens de serviço eram todas da autoria do Pai, não podia ficar indiferente ao seu conteúdo.
Numa altura do "salve-se quem puder", este "texto" é de um pragmatismo notável, e escrito por quem realmente gostava do Povo angolano e amava os seus Bombeiros.
Numa altura do "salve-se quem puder", este "texto" é de um pragmatismo notável, e escrito por quem realmente gostava do Povo angolano e amava os seus Bombeiros.
Temas:
1975,
B V Sá da Bandeira
quarta-feira, 12 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Violento Incêndio - 03 de Abril de 1972 - Lubango Angola
Numa altura em que os Bombeiros eram todos, efectivamente, Voluntários, não havia outra maneira de chamá-los a um fogo, senão através do toque da sirene. No caso do Pai, e acho que em muitos outros casos, tinha uma farda de trabalho, no porta bagagens do carro.
Foi o que aconteceu, neste caso, em que o Jornal da Huíla relata. E foi, realmente, um violento incêndio, daqueles que dão luta. Quando lhe perguntei, como tinha corrido, respondeu: "Isto sim, é um incêndio".
A foto (tirada por um grande fotógrafo (Avelino Nóbrega), não está muito nítida (culpa da impressão), e só dá conta do rescaldo, com o Pai no seu centro. Aqui, os Bombeiros foram mais rápidos do que o fotógrafo.
Temas:
1972,
B V Sá da Bandeira,
Sá da Bandeira/Lubango
domingo, 9 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
A fotografia mais bela
Para a construção deste Blogue, nestes últimos 2 meses, tenho visto muitas fotografias, muitos recortes, jornais, revistas e também, feito muita pesquisa na Internet.
Das fotografias vistas, a maior parte já conhecia. No entanto, esta, é para mim uma das mais belas, senão a mais bela.
Porque, para além de ter captado o exacto momento dos salpicos de champanhe, estão nela as Pessoas, a Instituição que marcaram a minha infância, adolescência e que continuam a marcar o resto da minha vida.
O Pai, embora não esteja completamente visível, é uma das figuras centrais da foto, pela maneira como segura o braço de minha irmã, amparando-a.
A minha irmã Didium, que se encolhe com algum receio, mas que exprime alegria, pelo seu sorriso, igual ao da nossa Mãe.
O Ajudante de Comando, Álvaro Silva, que foi o braço direito do Pai e simboliza os Bombeiros de Sá da Bandeira, Instituição que me habituei a respeitar desde muito pequeno.
Temas:
B V Sá da Bandeira,
Família
sábado, 23 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Congresso Extraordinário dos Bombeiros Portugueses - Loures - 1984
Com o tema " Análise da viabilização económico-financeira das Corporações de Bombeiros", realizou-se este Congresso Extraordinário em que o Pai participou como membro do Conselho Fiscal da Liga dos Bombeiros Portugueses.
Foto publicada no jornal "Bombeiros de Portugal", nº 10 de 10 de Setembro de 1984.
Temas:
1984,
B V Dafundo,
Congressos
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Comandante Jornalista
Desde a sua fundação (1982), e durante vários anos, o Pai foi chefe de redacção do Jornal "Bombeiros de Portugal".
Temas:
Liga dos Bombeiros
Começámos a esvaziar o gabinete do Pai
Algum dia teria que ser.
E foi hoje.
Lá se começou a retirar a imensidão de diplomas, louvores, condecorações, ofertas, medalhões, participações em seminários, colóquios, cursos... a maior parte deles o Pai sempre os teve em casa. Outra parte estava no Gabinete que tinha nos Bombeiros Voluntários do Dafundo enquanto Presidente da Direcção.
Eu, a minha mãe, o meu irmão Xinho e a minha cunhada Emanuela com a presença do velho amigo Comandante Carlos Jaime. No fundo também ele era como um filho do meu Pai. E é da família. De resto, os Bombeiros do Dafundo serão sempre a minha segunda casa.
Agora é um longo caminho a catalogar, inventariar, classificar tudo. Mais entrevistas, recortes de revistas, publicações... de facto desde os anos 80 que o Curriculum do Pai não anda direito.
Vale a pena travar este caminho. Só juntando tudo é que se tem uma noção clara da dimensão do Homem e da sua obra. E assim organizando-a, servirá para o olhar mais ou menos atento das gerações vindouras.
Mas lá que me custou ver as paredes vazias custou. Não pelas paredes em si. Mas pelo que significava. Mas há que seguir em frente.
Já bem basta a farda dele de Angola, que orgulhosamente representa Portugal num Museu no Japão, com direito a condecoração do Estado Japonês ao Pai.
É tempo de juntar tudo. E depois, só então depois se decidir qual o melhor e mais digno rumo a dar a tudo.
Publicada por Mandinho Dom 09-02-08 às 00:01:00 AM
E foi hoje.
Lá se começou a retirar a imensidão de diplomas, louvores, condecorações, ofertas, medalhões, participações em seminários, colóquios, cursos... a maior parte deles o Pai sempre os teve em casa. Outra parte estava no Gabinete que tinha nos Bombeiros Voluntários do Dafundo enquanto Presidente da Direcção.
Eu, a minha mãe, o meu irmão Xinho e a minha cunhada Emanuela com a presença do velho amigo Comandante Carlos Jaime. No fundo também ele era como um filho do meu Pai. E é da família. De resto, os Bombeiros do Dafundo serão sempre a minha segunda casa.
Agora é um longo caminho a catalogar, inventariar, classificar tudo. Mais entrevistas, recortes de revistas, publicações... de facto desde os anos 80 que o Curriculum do Pai não anda direito.
Vale a pena travar este caminho. Só juntando tudo é que se tem uma noção clara da dimensão do Homem e da sua obra. E assim organizando-a, servirá para o olhar mais ou menos atento das gerações vindouras.
Mas lá que me custou ver as paredes vazias custou. Não pelas paredes em si. Mas pelo que significava. Mas há que seguir em frente.
Já bem basta a farda dele de Angola, que orgulhosamente representa Portugal num Museu no Japão, com direito a condecoração do Estado Japonês ao Pai.
É tempo de juntar tudo. E depois, só então depois se decidir qual o melhor e mais digno rumo a dar a tudo.
Publicada por Mandinho Dom 09-02-08 às 00:01:00 AM
Temas:
Saudade
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Elogio aos Bombeiros de Sá da Bandeira e ao seu Comandante - 1968
Ao longo de mais de cinquenta anos, teve o Pai muitos elogios, condecorações, louvores. Num dos meus posts anteriores, coloquei um elogio já depois da Independência. Este é do Inspector dos Incêndios de Angola, em 1968, que vai ao encontro do que aqui se tem escrito. O Voluntariado que abraçou, não tinha cores políticas, de pele ou de religião. O que está correcto, mas infelizmente na nossa história recente, com outros, nem sempre isso aconteceu.

Temas:
1968,
B V Sá da Bandeira
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
A nobreza de um Homem

A exemplo dos meus irmãos Xinho e Mandinho, escrevo umas linhas sobre o que eles publicaram.
«Dar sem esperar receber» foi o lema que norteou o Pai, enquanto abraçou a vida e a nobre causa do Voluntariado. Considero de grande dignidade, carácter, altruísmo, alguém que se «atira» para ajudar outro alguém, sem esperar nada em troca.
O Pai é o exemplo de um homem com todas aquelas características e obviamente passou aos filhos parte dessa nobreza de carácter.
Estou orgulhosíssima dele e de todas as homenagens que lhe foram e têm sido feitas.
Pensar que ESTE HOMEM é o nosso Pai!
Temas:
Família,
Voluntariado
Cumprir a missão para a qual estamos destinados

Ao ler este "último post" do meu querido irmão "Xinho", não consegui deixar de me inspirar para este que agora coloco.
E é exactamente sobre a transversalidade do voluntariado, da missão que o pai abraçou enquanto esteve fisicamente entre nós.
Isso recoloca-me entre pensamentos que tenho tido sobre o meu próprio papel "entre nós, por cá".
A minha paixão pela música (tanta que é, que não posso viver dela, precisamente porque para isso teria que fazer "cedências" - assim é quando de uma profissão se trata, daquela que nos sustenta ao fim de cada mês - e para essas não estou eu disposto naquilo que mais amo na vida), é muito derivada de na arte conseguimos juntar "todos". Brancos, pretos, de esquerda ou de direita, católicos, agnósticos ou satânicos.
E pensando no Pai e na obra que ora nos deixa e no pensamento que cultivou, vamos de encontro à nobreza da missão de não excluindo absolutamente ninguém, "fazer o bem sem olhar a quem".
Que de mais puro existe que oferecermos a nossa vida sem ponderação e sem questionar, a quem possamos pura e simplesmente nem sequer conhecer?
De facto abraçar uma causa dessas anos a fio, a todos tratando como camaradas por igual é uma imagem inspiradora.
Experimentei diversas vezes essa sensação, não na política mas através da música. Na construção de uma frase rítmica, na execução de um solo, num concerto. Não sacrificando a vida obviamente, mas em simbiose com o cosmos.
E quando tocamos verdadeiramente TODOS, aí sim a sensação é sublime!
Dá que pensar...
E é exactamente sobre a transversalidade do voluntariado, da missão que o pai abraçou enquanto esteve fisicamente entre nós.
Isso recoloca-me entre pensamentos que tenho tido sobre o meu próprio papel "entre nós, por cá".
A minha paixão pela música (tanta que é, que não posso viver dela, precisamente porque para isso teria que fazer "cedências" - assim é quando de uma profissão se trata, daquela que nos sustenta ao fim de cada mês - e para essas não estou eu disposto naquilo que mais amo na vida), é muito derivada de na arte conseguimos juntar "todos". Brancos, pretos, de esquerda ou de direita, católicos, agnósticos ou satânicos.
E pensando no Pai e na obra que ora nos deixa e no pensamento que cultivou, vamos de encontro à nobreza da missão de não excluindo absolutamente ninguém, "fazer o bem sem olhar a quem".
Que de mais puro existe que oferecermos a nossa vida sem ponderação e sem questionar, a quem possamos pura e simplesmente nem sequer conhecer?
De facto abraçar uma causa dessas anos a fio, a todos tratando como camaradas por igual é uma imagem inspiradora.
Experimentei diversas vezes essa sensação, não na política mas através da música. Na construção de uma frase rítmica, na execução de um solo, num concerto. Não sacrificando a vida obviamente, mas em simbiose com o cosmos.
E quando tocamos verdadeiramente TODOS, aí sim a sensação é sublime!
Dá que pensar...
Publicada por Mandinho ter 05-02-2008 0:53
Temas:
Família,
Voluntariado
sábado, 2 de fevereiro de 2008
1976 - Tribunal Judicial da Comarca da Huíla - ao Camarada Comandante dos B V Lubango
Desde pequeno que ouvia o Pai tratar todos os Bombeiros por camaradas, no sentido de pertencerem à mesma associação. Depois do 25 de Abril, modificou-se o uso da palavra, pois camarada significa ser-se militante do Partido Comunista.
Em 1976, data desta carta, Angola estava em pleno período revolucionário, com ligações à ex. União Soviética, o que explica o Camarada Comandante.
Mas, o que quero realçar ao colocar aqui esta carta, é a entrega absoluta do Pai ao Voluntariado, em especial aos Bombeiros Voluntários, nunca olhando às cores políticas, à cor da pele das pessoas, nem à sua religião. Tratava-os de igual modo.
Foi a maior herança que ele me deixou.
Temas:
1976,
B V Sá da Bandeira,
Sá da Bandeira/Lubango
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