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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Aveiro - 70 / Congresso de Bombeiros evocado em exposição

O sítio "Fogo & História", espaço cultural dedicado à história dos bombeiros em Portugal, evoca a passagem dos 40 anos sobre a realização do XIX Congresso dos Bombeiros Portugueses, realizado na cidade de Aveiro, de 9 a 13 de Setembro de 1970, considerado como sendo um dos mais importantes fóruns de discussão dos vulgarmente designados "soldados da paz".

Para o efeito, encontra-se disponível desde o passado dia 30 de Abril, no endereço electrónico
http://fogo-historia-congressoaveiro70.blogspot.com, uma exposição evocativa que passa em revista os acontecimentos vividos naquela reunião magna.

Sob o tema geral "Fomento e Valorização do Voluntariado", o Congresso de Aveiro - 70 resultou numa clara demonstração de vitalidade das estruturas dos bombeiros portugueses, balizada por uma nova geração de congressistas, visionária, que aspirava a renovação do sector.

Entre as teses apresentadas, ficou célebre a intitulada "Palavras com vista à criação de um organismo superior e autónomo", da responsabilidade do Dr. David Cristo, então presidente da Direcção da Companhia de Salvação Pública "Guilherme Gomes Fernandes", de Aveiro (Bombeiros Novos), e que veio inspirar, mais tarde, a criação do Serviço Nacional de Bombeiros.

Em texto de apresentação que acompanha a exposição, Luís Miguel Baptista, jornalista, responsável pela iniciativa e também por "Fogo & História", explica:

"Fazemo-lo num acto de cidadania participativa e responsável, bem como de justa homenagem aos Bombeiros do Distrito de Aveiro, vulgo BDA, e aos seus mentores, que revelando ao tempo uma dinâmica desusada entre os demais bombeiros do país, no tocante à união de princípios e de acção - características, aliás, que frutificaram até aos nossos dias - rasgaram novos horizontes e desbravaram caminho àquela que foi, posteriormente, a mais bem conseguida conquista de sempre dos bombeiros portugueses: a criação do Serviço Nacional de Bombeiros (SNB), de cuja existência despontaram importantes coordenadas de progresso - de inquestionáveis repercussões na dignificação e melhoria do socorrismo confiado a bombeiros."

Visitável até ao dia 13 de Setembro, a exposição está aberta à participação dos internautas, dando a respectiva área de informação a conhecer que "os visitantes que possam ter em seu poder fotografias ou outras peças documentais alusivas ao Congresso de Aveiro - 70 e que estejam na disposição de partilhá-las e, como tal, cedê-las para o espaço de Exposição Temporária, poderão fazê-lo enviando as respectivas digitalizações através do seguinte endereço electrónico:
fogo.historia@gmail.com".

domingo, 26 de abril de 2020

XIX CONGRESSO DOS BOMBEIROS PORTUGUESES - AVEIRO - 70: MEMÓRIA E LEGADO


Em 2020 passam 50 anos sobre a realização do Congresso Nacional de Bombeiros que, porventura, até hoje, teve mais impacto relativamente a consequências futuras: o célebre Congresso de Aveiro - 70, marcado por ousadas teses, da responsabilidade de uma nova geração de congressistas, visionária, que aspirava a renovação geral do sector.
Subordinado ao tema "Fomento e Valorização do Voluntariado", nele foram lançadas as bases que levaram à institucionalização do Serviço Nacional de Bombeiros. Fê-lo, sábia e distintamente, o saudoso Dr. David Cristo, Presidente da Direcção da Companhia de Salvação Pública "Guilherme Gomes Fernandes", de Aveiro (Bombeiros Novos), mais tarde, Presidente da Mesa dos Congressos da Liga dos Bombeiros Portugueses.
Muito há referir sobre este inspirador Congresso, tentativa arrojada de se combater uma certa erosão do tempo. Por agora, registo este não menos curioso facto histórico:
25 de Abril de 1970 - Marcação do Congresso para o período de 9 a 13 de Setembro do mesmo ano, em reunião entre os Bombeiros do Distrito de Aveiro e a Liga dos Bombeiros Portugueses, representada pelo seu Presidente, António Moura e Silva. A reunião teve lugar na sala das sessões da Câmara Municipal de Aveiro.

Luís Miguel Baptista
IN:https://www.facebook.com/luismiguel.baptista.9?__tn__=%2CdC-R-R&eid=ARArdzI8j7lZHzKSHGIe0venxf5l52MRAlb9zfU98VCz5EM0rbRfQ4G1AFSCevdKIJbHfMk_pHs9LEK8&hc_ref=ARR-pBDTJvtdtsmuHTWjj8FcI_ltqjkVfvqhi1gJvCgZ-0sxeYFAj_PYqFNHvw2nFEY&fref=nf

terça-feira, 1 de abril de 2008

XIX Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses - Aveiro - 1970

O ciclo da vida!
Esta foto é curiosa, nesse sentido. Aqui, o Pai tem 44 anos e o Comandante da foto, que lamento não saber o nome, está no fim da sua longa vida dedicada aos Bombeiros.
Já publiquei, neste Blog, foto em que o Pai passa a ser o mais velho.
Notícia publicada no Jornal da Huíla, dando a conhecer a vinda do Pai, ao Congresso de Aveiro.
Monumento ao Bombeiro, inaugurado na cidade de Aveiro, por ocasião do Congresso (foto actual).

segunda-feira, 4 de junho de 2018

XXI Congresso dos Bombeiros Portugueses - Lisboa 1974 - Por Luís Miguel Baptista

LISBOA – 74

Os bombeiros de Portugal no alvor da democracia


Pesquisa/Texto: Luís Miguel Baptista

O primeiro congresso dos bombeiros portugueses após o 25 de Abril de 1974 realizou-se num período de todo atípico, isto é, entre 31 de Outubro e 3 de Novembro daquele ano, derivado às transformações saídas da nova ordem política instaurada no país.
Inicialmente prevista para Castelo Branco ou Tomar, a reunião magna acabou por ter lugar na capital, nas instalações da Feira Internacional de Lisboa.
Apesar do carácter apolítico da Instituição-Bombeiros, a situação recém-vigente fez-se repercutir, inevitavelmente, nos trabalhos daquela que veio a ficar marcada como sendo "uma jornada de confraternização do voluntariado e ao mesmo tempo de uma chamada de atenção para os problemas dos bombeiros portugueses".
O último facto da citação ficou bem espelhado na acutilante tese dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, apresentada por David Cristo, presidente da Direcção da Companhia de Salvação Pública "Guilherme Gomes Fernandes", de Aveiro (Bombeiros Novos), subordinada ao tema "Voluntariado: ainda uma esperança – apesar do quase nada que se fez sobre o muito que se disse".
Na verdade, desde 1970, que os responsáveis pelos bombeiros portugueses vinham reclamando, junto do Governo, a criação dum órgão nacional de socorrismo, não vendo satisfeita esta e outras legítimas aspirações.
O quotidiano das vulgarmente designadas "corporações de bombeiros" via-se configurado, na sua esmagadora maioria, num quadro de miserabilismo.
Aliás, a imagem que apresentamos relativa ao desfile de encerramento, onde se destacam, para a altura, incipientes e obsoletas viaturas, traduz o sentido das exigências dos congressistas, tal como "o apetrechamento dos corpos de bombeiros com material suficiente para todas as missões: normalizado, eficiente e sempre actualizado".
Paralelamente, e uma vez consideradas outras necessidades, que não apenas um carro e uma mangueira, o primeiro congresso nacional dos bombeiros, no Portugal democrático, clamou, ainda, inspirado na tese de Aveiro: "a promoção social e pessoal do voluntário, concedendo aos homens e às corporações que servem justas regalias", bem como "estimar o voluntário na sua real valia, garantindo-se-lhe amparo suficiente e, a todos os níveis, condigna representatividade".
Ansiava-se, no fundo, mais do que nunca, pela "verdadeira reestruturação dos bombeiros portugueses", tendo por base os ventos de mudança e os sinais de uma nova sensibilidade governativa perante os problemas do voluntariado.
Por influência directa da Liga dos Bombeiros Portugueses, entretanto organizada em federações distritais, e de uma dinâmica no dirigismo nunca antes vista que veio a despontar, a nível nacional, após o Congresso de Lisboa, o ano de 1979 ficaria consagrado como verdadeira coroa de glória através da institucionalização do Serviço Nacional de Bombeiros (SNB), organismo que, acompanhado de adequada legislação para o sector e agindo no escrupuloso respeito pelo interesse dos bombeiros portugueses e do país, guindou, progressivamente, os corpos de bombeiros a um apreciável patamar de modernidade e eficácia.
A abertura do 21.º Congresso contou com a presença do ministro da Administração Interna, tenente-coronel Manuel da Costa Brás, enquanto o encerramento mereceu a comparência do representante do Presidente da República, general Francisco da Costa Gomes, general Fontes Pereira de Melo, chefe da Casa Militar.
No desfile apeado e motorizado, com percurso ao longo da Avenida da Liberdade, participaram "141 corporações, com 287 viaturas, das quais 174 de combate a incêndios, incluindo uma dezena de auto-tanques, seis auto-escadas, três carros-oficinas, seis viaturas ligeiras especiais e 99 ambulâncias".
Segundo imprensa da época, o público "aclamou vibrantemente" os bombeiros na sua passagem.
O comando do desfile esteve a cargo do comandante eng.º José de Oliveira e Silva, dos Bombeiros Voluntários de Leixões, secretário do Congresso, em representação do vice-presidente do mesmo órgão, comandante eng.º Pedro F. de Albuquerque Barbosa, dos Bombeiros Voluntários Portuenses.
Como curiosidade histórica caracterizadora do momento, por razões conjunturais da política em curso conducente ao termo do colonialismo e também de modo a evitar eventuais problemas num período de natural efervescência, os comandantes em representação dos corpos de bombeiros de Angola foram aconselhados a desfilar envergando a farda azul, ao invés da farda branca desde sempre usada naquele tipo de ocasião. "Se não formos de branco, não vamos!"- responderam, inconformados, os comandantes. "E não foram", recorda o blogue de homenagem ao comandante Armando Cardoso Soares.
Finalmente, de referir que o Congresso de Lisboa elegeu para presidente do então Conselho Administrativo e Técnico da LBP (biénio 1975-1976) o padre Vítor Melícias, presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, sucedendo a António Moura e Silva, personalidade de créditos firmados, líder da confederação durante cerca de 20 anos (1955-1975).


Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia
Site do NHPM da LBP:
www.lbpmemoria.wix.com/nucleomuseologico

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

XIX Congresso dos Bombeiros Portugueses - Aveiro 1970


Já, neste blog,  tinha apresentado o Congresso Aveiro - 1970 .
No entanto, estas fotos, não as conhecia, nem faziam parte do álbum de fotos do nosso Pai. Foram gentilmente cedidas pelo Comandante Manuel Correia, que também está nas duas fotos, e que foi  comandante, até 1975,  dos Bombeiros Voluntários de S.Paulo de Luanda.
Irei, em breve, voltar a mencionar o Comandante Correia, amigo do nosso Pai, de longa data (anos 50).

domingo, 27 de janeiro de 2008

XIX Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses - Aveiro - 1970

Embora já tivesse participado em anteriores Congressos de Bombeiros, este Congresso, marca, em meu entender, o reconhecimento nacional do valor do Pai.
Primeiro, porque discursa em nome de todos as Corporações de Bombeiros em Angola.
Segundo, porque teve imediatismo jornalístico (jornais, rádio e televisão), pelas referências na carta, em que o Pai me responde sobre o seu discurso, que ouvi na Rádio Clube da Huíla e me transmite, que a TV passou o seu discurso.




A carta foi escrita já depois do Congresso terminar, em que responde à minha alusão sobre o seu estado de espírito durante o discurso, e que me dá conta dos meus pedidos feitos antes de viajar para Aveiro.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Saudades de ti

Aveiro, 13/09/1970
Querido Xinho
Estou bem, mas com saudades de ti. Do Porto escrevo em pormenor.
Recebe um grande xi do Pai amigo
Armando

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Dia de Aniversário - 21.06

Hoje farias 92 anos. O tempo passa depressa...
Parabéns Pai. Com a tua farda de bombeiro voluntário em Angola. Farda que tinhas orgulho e vaidade em vesti-la. (Foto de 1970 no Congresso dos Bombeiros Portugueses em Aveiro).